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O que realmente faz a diferença

O que realmente faz a diferença

São 22 anos desde o primeiro título Brasileiro. Naquela tarde de 16 de Dezembro de 1990 eu, realmente, entendi o que é ter o Corinthians como time. E como isto é extenunante, mas recompensador.

Morumbi lotado com imensa maioria de corinthianos em busca do primeiro título brasileiro. Eu era um moleque da Mooca e naquela tarde de sol sofri com os longos minutos, a ausência de faltas (explico depois) e um gol doído. Aprendi a verdade sobre a Fiel e sobre o Corinthians.

Como torcer contra?

Sou Corinthiano graças a geração do Sócrates, Casagrande e Democracia. A família é toda santista, pai São Paulino, vivia em um bairro cheio de Palmeirenses, mas como não torcer para um time que pede liberdade em um pais que se arrastava por uma ditadura? O problema deste Corinthians é que, em campo, ele não era o "verdadeiro" Corinthians. Ele jogava bem, goleava, dava espetáculo. Poucos times na história do Corinthians foram assim. Talvez o do começo da década de 1950, este e o do final dos anos 90. Todos os outros eram amor, raça e mais raça.

Lição número um

O Brasileiro de 1990 apenas fortaleceu o que eu tinha aprendido dois anos antes: O Corinthians ganha sofrido, contra análises contrárias e sempre com maioria. O time que ganhou o Paulista de 1988 era muito inferior ao do Guarani, que tinha um ótimo time, valores inpiduais (Neto, Tite, João Paulo, Marco Antônio Boaideiro) e a vantagem dos empates. A Fiel tinha a si mesma e "apenas" um time aguerrido. Invadiu Campinas e isto foi o bastante -- com direito a gol de Viola, no começo do primeiro tempo da prorrogação e os mais longos 26 minutos do futebol mundial...

Um time por Neto

E voltando ao Brasileiro de 1990, eu lembro que a única esperança que tínhamos eram as bolas paradas. E isto chegava a extremos. Na semifinal, contra o Bahia, a torcida celebrou o gol ao menos 2 minutos antes quando o juiz apitou uma falta no bico da área. Todos sabíamos que falta dali era quase pênalti para o Neto e, confesso, nem vi o gol pois ainda comemorava a marcação da falta. Era um time com um herói (Neto), um ídolo (o goleiro Ronaldo) e um bando de operários. Que jogavam com raça, como se cada jogo fosse a final.

A Fiel ganha jogos

Na final o time do Telê Santana era favorito e nós sabíamos. Porém sabíamos que isto não importava pois tínhamos a arquibancada, a geral (ela ainda existia na época) e a certeza de que a Fiel faz a diferença.

Não foi um jogo bonito, foi sofrido, mas no começo do segundo-tempo Tupãnzinho empurrou a bola para o gol. Daí para frente, foi só comemorar e ver a torcida adversária ir embora, cabisbaixa, de seu próprio estádio.

A torcida que tem um time

E agora, 2012, estávamos novamente em maioria, contra um time "superior", em uma final. Novamente um grupo aguerrido ganha com um gol sofrido e comprova que a Fiel tem um time.

E a Fiel é a diferença deste time.

Campeão de 1990
Mas o que vale mesmo é a raça do time do Neto

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Pois é Karyn, não é que deu certo?

Pois é Karyn, não é que deu certo?

10 anos de casados hoje. Contra todos os prognósticos -- de amigos e inimigos -- cá estamos Karyn e eu celebrando uma década como casal e oito meses e quinze dias como pais do Oliver Zamai Luongo. E deu certo!

Mooca, 14 de dezembro de 2002. Local e dia em que a Karyn, finalmente, parou de me enrolar e deixou que eu me casasse com ela.

Sim, isto mesmo, eu queria casar e ela ficava me enrolando -- afinal, como quem nos conhece sabe, ela é mais jovem, bonita, inteligente e empreendedora que eu. Eu sou apenas "cara de pau". Em resumo, em uma análise racional da situação, o casamento era um baita negócio para mim. (E eu já imagino a sorriso no rosto dela e a leve balançada de cabeça, em desacordo, ao ler este parágrafo).

A Karyn Nassif, profissional, é a pessoa mais dedicada que conheço, tem um senso estético apurado (leia-se, ela identava código Visual Basic e fazia sistemas em Cobol pensando na paleta de cores) e tem uma capacidade de criação que me inspira.

A Karyn, pessoa física, é gentil, tímida (com estranhos, es ó por alguns minutos), conciliadora e preocupada com todos ao seu redor. Ela é alguém com quem me vejo conversando daqui 150 anos, sem o risco do assunto acabar.

Eu não acredito no amor romântico, naquele amor que dizem ser eterno, no amor das almas gêmeas, predestinado. Isto tudo é muito bonito, mas criado há menos de 1000 anos. Assim sendo, nunca fiquei procurando pela pessoa perfeita -- apesar de que na época que eu a conheci eu tinha uma lista de pré-requisitos enorme, e que ela passou com honras.

Oliver Zamai Luongo

Ouvi/li uma vez que você deveria se relacionar com aquela pessoa que você se vê envelhecendo junto, sendo companheiro, respeitando, conversando, se divertindo. Nisto eu acredito -- ou quero acreditar, o que dá no mesmo -- e desde que a conheci sei que quero envelhecer com ela.

Nos últimos meses temos estado mais distantes, ela encontrou um novo amor -- e eu também -- e esta pequena figura costuma ficar entre nós, alternando beijos, abraços e babadas (a alegria das noites em claro graças aos primeiros dentinhos). Este tal de Oliver Zamai Luongo tem sido um lembrete constante de quão boa a vida tem sido para nós.

E que venham os próximos dez anos. E outros dez depois destes. E outros dez (ad infinitum)...

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PythonBrasil[8], ou "eu agradeço a Tati e o Turicas"

PythonBrasil[8], ou "eu agradeço a Tati e o Turicas"

Não teve 2500 participantes, não teve vinho da Toscana no almoço, não teve Arepas, Norteña ou Asado, mas teve muita empolgação, alto nível e, é claro, o "Curto Café". Uma PythonBrasil para ficar na memória.

A escolha da sede da PythonBrasil[8] aconteceu antes mesmo de ser anunciada. Era um consenso entre a comunidade que ela deveria ser no Rio de Janeiro e tudo que precisávamos era um herói pronto a organizá-la. Depois de idas e vindas -- longa história, melhor esquecer -- encontramos dois heróis. Aliás, uma heroína e seu escudeiro: Tatiana Al-Chueyr e Álvaro Justen "Turicas".

"Escreve sobre a PythonBrasil[8]..."

Turicas
Mr. Turicas
Este texto foi escrito sobre pressão. Toda vez que encontro o Turicas, seja online, seja em Belém do Pará, ele me "cobra" um testemunho sobre minha visão do evento.

E cá estou, cumprindo o ridículo papel de escrever sobre a PythonBrasil[8], sem ter escrito sobre a PythonBrasil[7], que eu organizei e ciceroneei.

Ao menos aqui fica claro que os organizadores de 2012 são mais persuasivos -- ao menos comigo -- que os de 2011. :-)

Não teve vinho, arepas ou asado...

A PythonBrasil foi a minha sexta PyCon do ano. Cada uma com seu charme, cada uma com seus superlativos.

Comecei com a ida à Mecca, PyCon US em Santa Clara, com seus 2.500 participantes, robôs dançantes e Plonistas vestidos de garçom.

Passei pela, inesquecível, EuroPython em Firenze. Liderada pelo Brasiliano Fábio Pliger e organizada pela comunidade Italiana de Python, esta foi A conferência que usarei como benchmark. Os horários foram cumpridos a risca, a recepção foi impecável -- inclusive com direito a substituição do meu crachá depois de eu tentar beber café nele -- e os comes e bebes... É claro que não poderiam faltar os Plonistas, desta vez vestidos de Pinguins e liderados por um certo BDFL.

E no começo de Novembro teve início o circuíto "Soy Loco por ti América". Participei das primeiras edições das PyCons Venezuela e Uruguai e da quarta edição na Argentina. Não vou me aprofundar pois devo um relato mais completo -- que um dia será escrito, espero.

Depois de tanta variedade, é bom voltar para casa.

E chegamos ao Rio de Janeiro

Admito que considerei fortemente a idéia de não ir ao Rio. Estava extenuado, com saudades de casa e, mais importante, com a impressão de que seria apenas mais uma PyCon. A preguiça não me venceu e provei-me errado.

TatiCheguei bem cedo no primeiro dia de evento -- não estive nos treinamentos -- e como não pode deixar de ser, lá estava Osvaldo Santana ajudando a Tati e o Turicas a ajustarem os detalhes antes da abertura.

O local do evento, Centro de Convenções SulAmérica, foi uma ótima pedida. Especialmente pelo essencial espaço livre disponível, afinal as palestras são o menos importante do evento :-)

Adorei a escolha de ter apenas dois dias de evento, ao invés dos usuais três, e de termos quatro trilhas. Aliás, pensando melhor, o número de trilhas poderia ser menor -- assim deixaríamos menos palestrantes/amigos chateados por termos escolhido a palestra do lado...

A seguir uma análise mais Big-Kahuna, afinal, depois da primeira vez, não se perde mais o olhar crítico.

O que não melhorar

  • Café!: A idéia de ter o pessoal da Curto Café é admirável. Acredito que esta foi a PRIMEIRA conferência que fui e tive café de qualidade. Tem que ser mantido para 20xx.
  • BigKahuna + Sidekick: M... acontecem e este ano foi uma prova de que ter duas pessoas no comando é a garantia de que tudo corra bem no final -- Mesmo que com solavancos e desencontros.
  • Centro de convenções: PythonBrasil em universidade, nunca mais. A qualidade de serviço prestado por um centro de convenções é o mínimo que se espera de um evento consolidado como a PythonBrasil.

O que melhorar

  • Controle de tempo: Por favor! Mesmo! Alguns amigos, que vieram para ao Plone Symposium South America, mencionaram que o fuso oficial do Brasil é o Brazilian Flexible Time e que quando alguma palestra está agendada para 9h, você deve entender que é algo como 9h30min, 9h50min ou, quase sempre, 10h. A PythonBrasil deste ano levou isto a um novo patamar. Algo que não deve se repetir. (e sim, eu sei as razões, afinal 2011 não foi muuuuito melhor).
  • Sorteios: Sim, precisamos melhorar o modelo de sorteios afinal é sempre a mesma coisa. Alguém é sorteado, não está na sala, temos que sortear de novo. E de novo. E de novo. Um sistema com OpenCV seria bem interessante.

O que elogiar

Não sei quem mais fazia parte do time de voluntários, mas Tati e Turicas vão receber os créditos sozinhos aqui. Afinal, na hora do aperto, eram os dois que estavam se matando para fazer as coisas acontecerem.

Uma última coisa ...

<troll>
Ia comentar sobre o meu assunto favorito, mas vou deixar para lá. Afinal perfeccionistas com deadlines não precisam de feedback :-)
</troll>

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E o Prêmio Dorneles Treméa vai para ...

E o Prêmio Dorneles Treméa vai para ...

Na PythonBrasil[7], realizada em São Paulo em 2011, a comunidade Python iniciou uma nova tradição: Reconhecer publicamente aqueles que se destacaram na comunidade brasileira através do Prêmio Dorneles Treméa, que em sua primeira edição homenageou os mestres Luciano Ramalho e Rodrigo Senra. Agora, um ano depois, Marcel Caraciolo e eu recebemos a mesma deferência. Só que apenas o Marcel conseguiu agradecer...

"Valeu!"

"Valeu!"... Este foi o "longo" discurso de agradecimento que eu proferi ao ser anunciado como um dos ganhadores do Prêmio Dorneles Treméa de 2012.

Um amigo chegou a comentar que ao ouvir meu nome ele esperava -- temer seria o verbo adequado -- que eu fizesse um discurso de agradecimento a la Fidel Castro. Senão horas, dado que tínhamos restrições de tempo, ele acreditava que ao menos alguns bons minutos eu ficaria ali no palco, agradecendo e discorrendo sobre a importância do prêmio.

Não era um temor injustificado. Por mais tímido que eu seja -- e sou! ok?!?! -- o fato é que não tenho medo de palco e quase sempre tenho algo a dizer, aliás, fui treinado para isto. Para piorar, desde pequeno, eu ensaio meu discurso de agradecimento pelo Nobel de Física (sonho cada vez mais distante, admito). Ou seja, discurso de agradecimento longo era algo esperado ali.

"Valeu!". Foi tudo isto. Nada além disto.

Uma pequena digressão

Este foi um ano difícil, de esforço sobrehumano. Passei muito tempo fora de casa, muito tempo em aeroportos e aviões. 65 decolagens, 103 dias fora de casa, Plone Conference, Consegi 6 PyCon's mundo afora e uma constante sensação de "homesick".

O Prêmio foi uma consequência agradável deste esforço. Não o mais recompensador -- que foi ver a comunidade PloneGov-Br sair do limbo e ser escolhida para organizar a próxima Plone Conference -- mas foi o que mais mexeu comigo. Emocionalmente.

Lá se vão 21 meses desde o falecimento do Dorneles, mas eu ainda me emociono muito sou chorão quando falo sobre ele. Eu não tenho medo de palco, mas não consigo falar sobre o Déo sem chorar, muito. Ele é um amigo, um exemplo e alguém que não posso mais buscar para conselhos empresariais.

O "Valeu!" era tudo que eu poderia fazer sem correr o risco de ficar mudo -- e apenas chorar -- na frente de 300 pessoas.

Valeu!

Este texto tenta dizer o óbvio. Dizer o que EU não disse: É uma honra ser reconhecido por pessoas que você admira. E eu admiro meus amigos da APyB.

E chegar em casa, olhar a placa do Prêmio Dorneles Treméa, é um lembrete que todo esforço vale a pena. Mesmo.

Valeu!

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Ganhar ou Perder, mas com Democracia!

Ganhar ou Perder, mas com Democracia!

Hoje o Brasil acordou menor com a notícia da morte de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.

Quando jogador ele almejou algo mais. Ele usou sua fama para tentar mudar um país manchado por um regime autoritário, sem consciência política.

Eu estava lá.
Lembro da promessa: Ele ficaria no Brasil, no Corinthians, se a emenda das "Diretas Já" fosse aprovada -- Meses depois ele estava em Firenze e o nosso sonho da democracia, adiado.
Como homem teve falhas, vícios e erros. Porém, quem não os tem?
Hoje o Corinthians acordou menor com a notícia da morte do Doutor Sócrates.

Timão homenageia o Doutor
O time do Corinthians homenageia o Doutor Sócrates antes do jogo que deu o título de Penta-Campeão brasileiro

Hoje o Corínthians vai dormir maior, pentacampeão brasileiro após um jogo digno de Corínthians, após uma homenagem ao seu maior herói.

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