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  <title>Artigos</title>
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       Artigos escritos por Érico Andrei
       
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    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/porque-amar-soninha-francine">        <title>Amar Soninha Francine</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/porque-amar-soninha-francine</link>        <description>
&lt;p&gt;Como é dura a vida na terra do simplismo e do dualismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Questionar ou opinar resulta em punição com rótulos pejorativos. Elogio ao Lula? Por certo só pode ser Petista! Ponderação sobre os anos FF.HH.? Você é um tucano de alma. Admissão de&amp;nbsp; que não tem uma opinião formada só pode significar acovardamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca aceitamos dúvidas ou questionamentos sinceros. Pessoas públicas devem ser infalíveis e sempre mostrarem certeza dos seus atos e opiniões. Não conseguimos aqueles poucos humanos que se mostram por inteiro. Acertos e erros. Certezas e dúvidas. Pouca ou nenhuma hipocrisia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Votei em Soninha Francine para prefeita de São Paulo. Foi um voto aliviado, quase de protesto, pois mesmo sabendo que ela era a mais alinhada com o que penso de mundo, tinha certeza de que não ganharia. Não votaria em Kassab e também não mais votaria na Marta. Em ambos os casos consigo citar pontos positivos das administrações, assim como reclamar de maneira assertiva sobre pataquadas, pseudo-escandâlos e mazelas. No final, votar na Soninha foi um alívio. Algo novo no cenário paulistano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até que vieram os rumores e ela, de pronto, aceitou uma subprefeitura na segunda gestão Kassab... No primeiro momento fiquei indignado, me sentindo traído até, mas consegui enxergar a coerência do gesto. Vi até mesmo humildade, afinal se ela se achava apta a gerir a cidade como um todo, não poderia fugir do desafio de encabeçar uma parcela da administração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiz minhas apostas -- comigo mesmo -- e as probabilidades eram de que ela não duraria meses na sub-prefeitura da Lapa. Afinal, o que não faltam são novatos com excesso de vontade na administração pública. Novatos que são prontamente desanimados por uma minoria muito vocal que ali está instalada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para minha surpresa, 3 dias após sua posse, encontrei a Subprefeita Soninha no Campus Party e, prontamente, me permiti o momento tiéte. Ela estava caminhando sozinha pelo pavilhão, com seu capacete na mão e foi extremamente gentil -- até mesmo ao criticar meu recém-adquirido N96 -- e atenciosa. Pedi uma foto e a foto foi tirada. Ela poderia ter ido embora, sair caminhando, mas ela me deu a oportunidade de, durante 1o ou 15 minutos poder conversar e perceber que a candidata -- e então "autoridade" -- não diferia do ser humano que eu imaginava que fosse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eram três dias como sub-prefeita e ela já acumulava dúvidas, mágoas e aquela sensação de impotência ante à máquina e suas engrenagens devidamente "engraxadas". Dei minha opinião -- de que ela não duraria muito ali, não teria estômago -- e pedi encarecidamente que ela continuasse a blogar e twittar. Que compartilhasse as dúvidas e dramas da vida pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos últimos meses ela tem sido minha leitura obrigatória. Enfrentando situações como a &lt;a class="external-link" href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/soninha-fez-aniversario-na-lapa/"&gt;da festa de aniversário&lt;/a&gt; e críticas pela sua postura agressiva na defesa do uso da bicicleta como meio de transporte, ela tem dado a cara para bater tanto no seu perfil do Twitter como no seu blog. Ela se permite mostrar dúvidas, de questionar proposições populistas e, mesmo, de relativizar problemas como o do transporte público em São Paulo, que sempre foi e, provalvemente, será alvo de críticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Soninha tem dúvidas, questiona, se expõe e defende posições que, certamente, não conquistarão ondas de votos -- defender o Brasil para Todos, o movimento dos ciclistas e a transparência com relação as reais capacidades do governo -- mas que me mostram que existe algo além de promessas e imagens feitas. Existem seres humanos realmente interessados em dar a cara para bater, em fazer a diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigado Soninha, você me lembra que fugir do dualismo é possível. Que deixar a "crítica pela crítica" de lado e arregaças as mangas é possível. Quantas pessoas públicas seguirão seus passos?&lt;/p&gt;
</description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                    <dc:subject>Política</dc:subject>                    <dc:subject>Do, do, do, da, da, da</dc:subject>                    <dc:subject>Deep Thought</dc:subject>                <dc:date>2009-10-22T02:33:09Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/o-mundo-com-apenas-cinco-computadores">        <title>O mundo com apenas cinco computadores</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/o-mundo-com-apenas-cinco-computadores</link>        <description>
&lt;p&gt;Vicente Matheus foi um dos dirigentes de clube de futebol mais
folclóricos que se tem notícia. Imigrante espanhol e com pouca educação
formal, costumeiramente era “traído” por frases captadas pelos
microfones das rádios. Muitas delas se tornaram célebres e até hoje são
motivos de piada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Menos uma: &lt;em&gt;“- Liga na Antarctica e manda eles trazer umas caxa de Brahma pra nóis&lt;/em&gt;” (ou alguma variação). Depois de anos, o engano virou profecia…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mesmo pode ocorrer com Thomas J. Watson, ex-presidente da IBM que
nos anos 40 opinou que não haveria espaço para mais do que cinco
computadores no mundo (ok, ele pode não ter dito isto, mas a história
conta assim). Desde os anos 80 esta tem sido uma das piadas favoritas
de qualquer profissional de tecnologia - só que, pelo rumo que as
coisas estão tomando, Mr. Thomas será elevado à categoria de profeta e
visionário.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Profeta redimido?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Há três meses Greg Matter, figura importante da cada vez menos
importante Sun (ok, foi só um veneno), afirmou em seu blog que é muito
provável que a profecia de mais de meio século sobre os cinco
computadores se realize.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obviamente ele não falava de cinco computadores pessoais, assim como
aposto que Thomas Watson não imaginava a diversidade de artigos que
podem ser chamados computadores em nossos lares hoje, mas sim de cinco
tera-computadores (ou grids, ou seja lá o formato que isto tome no
futuro) que serão os responsáveis por boa parte de nossa vida diária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Sun, há uma década, tinha o discurso de que a rede era o
computador. Naqueles tempos houve uma pequena marola feita pelos
thin-clients, mas ela estava inovando, mostrando o caminho e os
obstáculos impediam uma implantação mais realista do conceito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje o conceito é realidade indiscutível e a Sun é mera coadjuvante.
Microsoft, Google, Amazon, Ebay, Yahoo, Apple, IBM, Oracle, Newscorp e
Sony parecem ser os principais nomes deste jogo.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Pequeno aviso&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O mais observador dirá que citei duas vezes mais nomes do que o
prometido no título do artigo, mas quero deixar claro que Deus, sim,
joga dados, e que as previsões são apenas previsões e as análises são
apenas análises, e que por isto me dou o direito de apostar em alguns
nomes.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Google aumenta a aposta&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A notícia de tecnologia da semana passada foi a oferta oficial do
Google de um pacote premium — leia-se pago — para empresas que desejem
maior capacidade e confiabilidade de seu serviço Google Hosted
Services. Para quem nunca viu ou ouviu falar, este é um serviço que o
Google oferece, em sua versão básica, gratuitamente para empresas,
pessoas físicas, comunidades, instituições de ensino e para a numerosa
torcida Juventina, com direito a até 50 contas de e-mail com 2Gb de
armazenamento, calendário corporativo, instant messenger, construtor de
páginas, painel de controle e mais alguns penduricalhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumindo: Um serviço que elimina boa parte da “mágica” feita por profissionais de TI e empresas de software para seus clientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pacote básico foi um tiro no Exchange Server, produto da Microsoft
que até então reinava absoluto como solução corporativa para
comunicação e compartilhamento de agendas. O golpe era esperado pela
Microsoft há tempos, tanto que ela possui um serviço semelhante sob a
bandeira do Windows Live, mas amigos que trabalham para a gigante de
Redmond admitiram que em pequenas e médias empresas a preferência
apontou para o Google.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pacote premium traz também maior confiabilidade, suporte 24×7,
mais espaço para armazenamento (10Gb por conta de e-mail) e, a grande
novidade, a versão corporativa do Google Docs, inicialmente com os
aplicativos de planilha eletrônica e editor de textos. Tudo isto por 50
dólares anuais, por usuário. Parece muito? Faça a conta de quanto é o
investimento na compra de licenças de Microsoft Office, Exchange,
compra de servidores, manutenção de datacenter, custos com energia
elétrica e você verá que este valor é muito atrativo para as pequenas e
médias empresas, que não possuem liberdade de negociação ou pacotes
corporativos com a Microsoft.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Microsoft preparada para a batalha&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Não é necessário dizer que a Microsoft tem seus méritos e que sabia
que o modelo de venda de licenças de software tinha seus dias contados.
Em 1997 as receitas da Microsoft eram 97% provenientes da venda de
software e 3% da venda de serviços. Na mesma época Oracle, Sun e IBM
tinham uma divisão próxima a 50/50 entre as duas linhas de receita.
Isto era o maior trunfo da Microsoft e sua maior fonte de preocupacão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a Microsoft tinha por hábito fomentar a criação de uma
comunidade de parceiros, pequenos e gigantes, ao seu redor para prestar
serviços, as outras empresas se davam ao luxo de atender as grandes
contas pessoalmente, mantendo uma constante e inabalável fonte de
receitas. O modelo da Microsoft a levou à dominância absoluta no
mercado de desktops e foi responsável por sua maturidade no mercado
corporativo, pois havia enorme oferta de opções de fornecedores de
serviços.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois da compra do software, as empresas tinham liberdade de
escolha de fornecedor, o que acontecia em escala muito menor com as
outras empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que a venda de software era cíclica, dependia de novas
versões e não era possível o lançamento de um Office e um Windows por
ano. As empresas não comprariam novas versões apenas para ter uma
interface mais bonita ou assistentes mais espertos — aliás, depois do
Office 97 este cenário ficou ainda mais crítico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como a Microsoft não podia atirar em seus próprios parceiros, ela
buscou novas formas de receita, que fossem recorrentes, inicialmente
com a MSN (nos Estados Unidos os usuários pagam pelo acesso e ganham
serviços — leia-se software) e mais recentemente o XBox — não pense no
console ou na venda de jogos, pense no XBox Live, que é o diferencial
com relação aos serviços que a Sony oferece.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os próximos passos serão versões online dos produtos que o Google
oferecer. Se o Google oferece e-mail e calendário, a Microsoft terá uma
versão “alugável” do Exchange. Para competir com planilhas e editores
de texto, ela oferecerá todo o Office e por aí vai. Se o Google não
tinha a perder investindo neste front, a Microsoft tem seu todo seu
“estilo de vida”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escolha entre Google ou Microsoft. Seus dados, em alguns anos, provavelmente pertencerão a datacenters deles.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Fotos, vídeos, favoritos e notícias. Que tal uma web 2.0?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A web 2.0 não é uma revolução. Ela não criou conceitos do nada e ela
não apareceu por obra e graça de Tim O’Reilly. Ela é uma prova &lt;em&gt;darwinística&lt;/em&gt;
de que os mais aptos se adeqüam e sobrevivem. Amazon e E-Bay estão aí
como provas de que os conceitos estavam sendo aplicados há anos, mas
apenas por alguns visionários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto aqui é que estamos cada vez mais dependentes da web e a web
cada vez mais dependente de nós. (Nós aqui aplicado a pessoas físicas,
não empresas). Sites como Slashdot, Wikipedia, Digg, Outrolado (ok,
propaganda descarada), Flickr, Wikimapia, YouTube, Del.icio.us e o
famigerado Orkut são construídos e mantidos pelos usuários e não por
equipes editoriais remuneradas. Este fenômeno atraiu a atenção das
maiores empresas de internet que saíram às compras a fim de consolidar
seu espaço em cada um destes nichos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Google levou Writelly, YouTube e uma outra dezena de
empreendimentos. Yahoo fez o mesmo com o Flickr, Del.icio.us e também
com outra leva de sites colaborativos. A Microsoft investe um bom
dinheiro na criação de clones de sites como Digg e de serviços
oferecidos pelos concorrentes e até a Newscorp, uma empresa de mídia,
se movimenta e compra o MySpace.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os conteúdos que produzimos, as fotos de nossas férias, os vídeos de
amigos e até os meus sites favoritos já estão concentrados em poucos
players. Serviços online nascem, crescem e são devidamente incorporados
por um dos grandes. Será que haverá espaço para a “independência”?&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Meus dados confidenciais, sua responsabilidade&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Aqui entra a poderosa Oracle. Já é verdade que hoje boa parte da
minha vida, e da sua também, passa por bases de dados vendidas pela
empresa de Larry Ellison. Isto tende a ficar ainda mais sério já que a
Oracle está se posicionando como A empresa de ERP e CRM. Através de
fusões e aquisições ela se tornou páreo para a então líder deste
mercado, a SAP, e já tem mais momentum que a empresa alemã, que, aposto
eu, será engolida pela Microsoft.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grandes empresas já terceirizam seus datacenters, compra de licenças
e manutenção de sistemas de ERP e CRM com prestadoras de serviço como a
EDS, Gedas, IBM. Tudo o que impede a Oracle de cortar estes
intermediários são investimentos. O dinheiro existe, a vontade também.
Ou seja, o ERP da sua empresa, em breve, poderá rodar em um
megacomputador, ou em diversos computadores, em algum lugar remoto do
planeta, mas com muita conectividade e os devidos contratos de SLA
(acordos de nível de serviço).&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Mídia, a fronteira final&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Aqui é onde a briga promete ser mais feroz. Tão feroz que merece um
artigo à parte, o próximo da série, mas quero deixar algumas
informações interessantes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Nos anos 80 a Sony, empresa de eletrônicos, comprou empresas de
mídia (Columbia Pictures, emissoras de TV) para poder “forçar” seus
produtos como padrão de fato da indústria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Desde os anos 90, a Microsoft (que é sócia em empresas de TV por
assinatura) e GE (leia-se NBC, Universal Studios) mantém um
relacionamento estável (MSNBC);&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
3. Newscorp (Fox, Fox News, cadeias de jornais) compra o MySpace por
580 milhões de dólares. Rupert Murdoch afirma que foi uma pechincha;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. O maior acionista individual da Disney (ABC, Miramax, ESPN, HBO,
Pixar), desde o início de 2006, é um certo Steve Jobs (Apple, iTunes);&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
5. Na semana passada a Disney anunciou que vendeu mais de 1 milhão de downloads de filmes através do serviço iTunes;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
6. Google compra YouTube e assina contrato de venda de conteúdos provenientes da Viacom (CBS, Paramount, MTV, VH1);&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;
7. Eric Schimidt, CEO do Google, tem assento no conselho da Apple.
Steve Jobs tem assento no conselho da Disney. Apple anuncia acordo para
venda de conteúdos da Viacom no iTunes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Ubiquidade e 1984&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Não importa mais o seu nível de paranóia. A não ser por uma
catástrofe, parece que seremos cada vez menos “donos” de nossos dados.
Fotos, coleções de músicas e filmes, livros, e-mails, documentos e
vídeos, em breve, se não agora, estarão armazenados em um, dois,
eventualmente três grandes provedores de serviço. Eles (man)terão seus
dados, com a vantagem de que você os poderá acessar em qualquer lugar,
com qualquer aparelho, a qualquer hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez cinco computadores seja um exagero até: eventualmente um
mundo dual pode se apresentar a nossa frente: o meu fornecedor e o
fornecedor errado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Viva o admirável mundo novo, viva 1984!&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Outro pequeno aviso&lt;/h2&gt;
Este texto originalmente foi escrito no Google Docs, enviado para o
WebInsider através de minha conta de email pessoal, hospedada pelo
Google, e com data de entrega agendada e alertada pelo meu calendário
pessoal, também do Google.</description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights>Webinsider</dc:rights>                    <dc:subject>TechTalk</dc:subject>                    <dc:subject>Negócios</dc:subject>                    <dc:subject>Webinsider</dc:subject>                <dc:date>2009-10-03T14:31:53Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/gigantes-lutam-pelas-tecnologias-de-programacao">        <title>Gigantes lutam pelas tecnologias de programação</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/gigantes-lutam-pelas-tecnologias-de-programacao</link>        <description>
&lt;p&gt;Estamos à beira de uma grande guerra. A primeira das “guerras para
acabar com todas as guerras”. Não falo das batalhas entre nações
poderosas ou o “secular” conflito de civilizações — que bota de lados
opostos as religiões monoteístas do planeta — e muito menos da maior
guerra de todas: a da torcida do meu Juventus da Mooca versus os
patrícios da Portuguesa. A guerra é pela sua fé, pela sua fidelidade,
pelo seu bolso, e ela envolve as empresas de mídia, telecom e de
tecnologia da informação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este assunto rende muita conversa, sob os mais diversos aspectos:
desde o declínio, queda e previsível morte da Sony até a dominância
californiana sobre o mundo da informação e entretenimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas neste exato momento o assunto é mais provinciano e marginal
(quando comparado ao todo). Falo das tecnologias de ponta dentro do
mundo da tecnologia da informação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro, nenhuma tecnologia nasce pronta, madura e com a aceitação
do mercado. Sendo assim vou bater numa tecla que que parecia morta e
enterrada. Tecnologias para programação é um assunto que fala muito
fundo a desenvolvedores e gestores de TI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Morta e enterrada? Sim, isto mesmo. Há quase uma década ouço
profetas entoarem seus mantras: “Java is everywhere”, “Run once, run
anywhere”, “Want a cup of coffee?”, “It not Microsoft…”, e, como um
choque de realidade, vamos afirmar que Java é O padrão de fato para
sistemas corporativos. E para os ávidos por futurologia, este cenário
não mudará tão cedo. Viva o rei!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A dominância de Java me lembra, e muito, meu começo de carreira. Eu
fazia “aulinhas” de Basic, C e ADA (eu li em algum lugar que a Nasa
usava esta linguagem. Resolvi aumentar minhas chances), mas ao final
das aulas o instrutor dizia que linguagem de programação mesmo era
Cobol, pois o mercado pedia. Tudo rodava em Cobol, Cobol era o
“Emplastro Brás Cubas”! Não preciso dizer o quão certo aquele instrutor
estava, anos se foram e até hoje temos sistemas Cobol embrenhados nos
alicerces das mais diversas empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, tudo muda e nada é permanente. Esta verdade, em TI,
parece mais real que nunca. As grandes empresas, as gigantes, deste
jogo sabem disto muito bem e mesmo investindo fábulas nas tecnologias
de desenvolvimento atuais — melhorias, atualizações e principalmente
novos acrônimos — investem outro bom dinheiro na concepção e
direcionamento das potenciais vencedoras do evolucionismo tecnológico —
a próxima geração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dando nomes, quando digo gigantes vocês podem ler, sem medo, IBM,
Microsoft, Sun, Apple e Google, e quando digo potenciais vencedoras
aposto fortemente em Ruby e Python (Colocaria PHP também, mas acredito
que Ruby canibalizará este mercado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meses atrás escrevi um artigo, aqui mesmo no Webinsider, sobre o uso
de Python para desenvolvimento web. Foi engraçado que tive várias
mensagens de apoio — quase todas elas de membros ativos da comunidade
Python — e tive também alguns comentários mais “céticos”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Especificamente um “afirmava” que, pelo que eu descrevia no artigo,
o “universo” todo era escrito em Python (exageros por minha conta).
Sinceramente, nunca tive ânimo para responder àquele comentário,
primeiro porque ficava claro que a pessoa não leu o artigo e segundo
porque meu sarcasmo poderia ser mal interpretado. Hoje, com mais bom
humor, a resposta seria que talvez não o universo, mas que o Google e o
YouTube são.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para não incorrer novamente no erro de só mencionar o Python, conto
uma passagem ocorrida na última RubyConf — conferência mundial de
usuário de Ruby — e presenciada pelo meu velho amigo e mentor, Luciano
Ramalho. O evento estava totalmente esgotado, com pessoas de várias
partes do mundo e de todo tipo de empresas. A grande surpresa (ao menos
para mim) veio da presença de um pequeno grupo de funcionários da Sun
que estão alocados em um projeto de portar Ruby para a VM da Sun,
oferecendo assim uma maneira mais produtiva para o desenvolvimento em
torno do mundo Java (que, continuará a mover bolsos e planilhas dos
CIOs pela próxima década).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seguindo o Google/YouTube no mundo Python e a Sun no mundo Ruby vemos a sombra da Microsoft.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há poucos meses a empresa de Redmond anunciou que incorporará as
duas linguagens ao seu já poderoso Visual Studio, e, indo além,
contratou algumas personalidades destas comunidades para serem os
responsáveis pela evangelização destas linguagens dentro de seu corpo
de desenvolvedores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por trás destes movimentos vê-se uma estratégia de apostar nos
principais cavalos, ainda mais que ambas as linguagens não têm “donos”
— leia-se empresas e patentes atreladas a elas — são frutos de
trabalhos individuais que graças a meritocracia reinante no mundo do
software livre e ao marketing boca a boca saíram de seus nichos e
ganharam lugares de destaque. Os gigantes, agora, estão brincando nos
mesmos playgrounds pequenos e orgânicos — não projetados — das
comunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado destes movimentos? Impossível apontar, mas é certo que a
meritocracia reinante até agora será, em parte, substituída pelos
desejos estratégicos de cada corporação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Google e Microsoft brigando pelo controle da linguagem na Python
Foundation, com vantagem para o Google que contratou Guido van Rossun
há mais de um ano. E Microsoft e Sun batalhando nos terrenos abertos da
comunidade Ruby, sendo que a sorte penderá, provavelmente, para a
empresa que expatriar “Matz” Matsumoto, criador da linguagem.&lt;/p&gt;
Enquanto isto, aos desenvolvedores, resta relaxar e esperar a melhorar onda. </description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights>Webinsider</dc:rights>                    <dc:subject>Python</dc:subject>                    <dc:subject>Webinsider</dc:subject>                    <dc:subject>Desenvolvimento</dc:subject>                <dc:date>2009-07-25T01:22:53Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/inteligencia-competitiva-na-pratica-digamos-assim">        <title>Inteligência competitiva na prática, digamos assim</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/inteligencia-competitiva-na-pratica-digamos-assim</link>        <description>
&lt;p&gt;Nos tempos do sonho dourado das empresas pontocom, um amigo
investidor tinha como diversão favorita vestir-se à “paisana” -
bermurda, boné, barba por fazer - para almoçar nos restaurantes da Vila
Olímpia, em São Paulo (para aqueles não familiarizados, este bairro de
meia dúzia de ruas e trânsito caótico era o endereço de nove entre dez
iniciativas de internet à época).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada mais produtivo em termos de novas idéias e “inteligência
competitiva”, como dizia. Era só sentar, preparar-se para um longo
almoço e esperar as vítimas. Grandes idéias eram rabiscadas e
discutidas nas mesas ao lado e os vizinhos não davam a mínima para
aquele jovem de estilo novo-hippie. Meu amigo, por sua vez, usava a
audição e a memória aguçadas para pescar as melhores informações e
voltar para o trabalho com as últimas novidades. Ele não diz quando
ganhou ou deixou de perder prestando atenção na conversa alheia, mas
quem ouve os detalhes das histórias pode seguramente assumir que não
foi pouco.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;E não é que funciona mesmo…&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Hoje percebo que as salas de espera de aeroportos e os próprios vôos
costumam ser terrenos férteis para “ações de inteligência competitiva”,
como definiria o meu amigo. As agendas apertadas e as viagens
constantes fazem com que os executivos dos mais diversos segmentos
sintam que estes locais são uma extensão “natural” de seus escritórios.
E aí está o problema…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante anos trabalhei para empresas que praticavam um “dress code”
nas viagens de negócios, que exigiam sempre um traje mais formal. Mesmo
que houvesse espaço na agenda para uma troca de roupa, o “obrigatório”
era que a viagem fosse feita ao menos com um traje que “representasse”
a empresa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com blazer, terno e gravata, o máximo que ouvi de pessoas como eu
nas salas de espera e durante os vôos foram bravatas e inconfidências
de cunho pouco profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, desde que me associei à Simples Consultoria, resolvi
relaxar um pouco com relação às viagens de negócios. Costumo viajar de
maneira informal e (quase) sempre lendo algum texto que não tem a ver
com negócios (ou ao menos com os meus negócios; a leitura preferida
nessas ocasiões são as seções de esportes de jornais locais). Esta
mudança de atitude trouxe dois benefícios: as viagens se tornaram uma
oportunidade para realmente descansar e, pasmem, aprender mais sobre a
concorrência.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;A roupa faz o monge&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;É impressionante o quanto as pessoas se sentem mais à vontade para
falar sobre clientes, concorrentes, estratégias, propostas e trabalho
quando olham em volta e vêem apenas pessoas à “paisana” ou com jeito de
turista. Eu mesmo estou nesta lista: quantas vezes trabalhei em salas
de espera, preparei apresentações e propostas, escrevi e-mails, fiz
ligações de negócios e reli contratos. Apenas porque as pessoas ao meu
redor não pareciam ser “concorrentes”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que mudei de posição e sou o turista da cena, colho frutos dos
descuidos de “concorrentes”. Escrevo este texto em um vôo São Paulo -
Brasília e na minha frente estão dois executivos de uma empresa
concorrente. Na verdade é uma honra para nós que eles nos vejam como
concorrentes, dado que estamos para eles assim como o Fernando Alonso
está para o Michael Schumacher - eu disse que lia o caderno de esportes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto escrevo este texto, os executivos revisam a apresentação
que farão a um cliente, provavelmente amanhã, pois agora é uma noite de
domingo. A apresentação pode (ou não) conter dados sigilosos do
cliente, como estratégias, iniciativas ou resultados de um processo de
consultoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O interessante é que, ao entrarem no avião, estes dois executivos
fizeram uma rápida sondagem à volta (assim como eu sempre faço) e não
detectaram nenhuma ameaça, principalmente naquele “hippie paulistano”
(cabelo comprido, barba por fazer, óculos escuros, bermuda, camisa polo
e boné surrado). E decidiram “adiantar” o serviço.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Sem nenhuma informação importante&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Admito que não vou tirar nenhum proveito desta situação específica,
além de bravatear com uma amiga que trabalha para este concorrente, ou
escrever este texto. Por outro lado, esta situação é um claro sinal de
alerta a todos nós que acreditamos que podemos utilizar todo e qualquer
local como extensão de nossos escritórios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora preciso parar, pois ao meu lado tem este menino de uns oito ou
nove anos lendo atentamente tudo o que escrevo. Sabe-se lá se ele não é
da concorrência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="callout"&gt;Para o leitor mais paranóico que pode ter se identificado com o texto:
fique tranquilo, não foi você o protagonista. Mas se você tem certeza
absoluta de que foi você mesmo, fique mais tranquilo ainda, pois
negarei veementemente o ocorrido caso interpelado judicialmente.&lt;/p&gt;
</description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights>Webinsider</dc:rights>                    <dc:subject>Webinsider</dc:subject>                    <dc:subject>Negócios</dc:subject>                    <dc:subject>Humor</dc:subject>                <dc:date>2009-07-25T01:19:40Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/python-e-opcao-para-desenvolvimento-web">        <title>Python é opção para desenvolvimento web</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/python-e-opcao-para-desenvolvimento-web</link>        <description>
&lt;p&gt;Antes de começar, gostaria de deixar claro que não sou um
desenvolvedor (ou programador, escolha o termo) na acepção mais purista
da palavra. Sou na verdade um profissional de humanas que convive com
computadores pessoais desde criança e no máximo um “desenvolvedor
hobbysta”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje o que mais atrai os inúmeros novos desenvolvedores é o ambiente
web. Muitos por pressão do mercado, muitos por verdadeira paixão pelos
conceitos que a web representa e alguns por que só conheceram o mundo
construído através de interfaces web.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como todos os desenvolvedores web mais antigos, segui os caminhos do
mercado e trabalhei com CGIs, ASP, PHP, desenvolvi projetos com JSP e
até mesmo com WebClasses (conceito natimorto da Microsoft). De toda
esta experiência o grande ensinamento é que desenvolvimento web
significa, necessariamente, flexibilidade e agilidade, principalmente
com relação a interfaces de usuário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não importa quão complexo seja o sistema ou a necessidade de
integração, mas as alterações de layout, design, navegação devem ser
feitas de forma rápida e ágil. É preciso entender que alterações deste
tipo são essenciais para o negócio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo assim ficam claros os “porquês” da preferência da maioria dos
desenvolvedores web por linguagens como ASP e PHP. Apesar de todo tipo
de crítica, elas representam esta agilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obviamente existem aqueles que preferem a segurança e robustez à
agilidade e escolhem, na maioria dos casos, alguma solução baseada em
Java. O cenário é relativamente o mesmo há alguns anos, sendo assim
podemos supor que os desenvolvedores, na média, enxerguem estas como as
únicas opções “aceitas” para desenvolvimento web.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois é, não são.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Além de PHP, ASP e Java&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Ainda em meados de 2000 ouvi falar de um tal de Zope e de uma
linguagem de programação chamada Python. De início não levei muito a
sério a opção, pois o mundo se dividia na tríade composta por PHP,
soluções Microsoft e Java. Por que alguém racional se aventuraria por
terras desconhecidas (ou terras pouco exploradas como Perl, Ruby e até
mesmo Lisp)?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Basicamente, porque eles são inovadores. Vêem o que os outros
demorarão meses ou até anos para perceber, e chegam lá primeiro. Python
é uma linguagem madura, está por aí há um certo tempo (foi criada em
1991) e é utilizada em projetos web sérios (leia-se &lt;a href="http://archive.bibalex.org/web/19980502040303/http://google.stanford.edu/" rel="externo"&gt;Google&lt;/a&gt;, e-Groups, …) ao menos desde 1996.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pergunta então é: se projetos tão importantes foram desenvolvidos
em Python, como esta linguagem não é tão conhecida ou divulgada como as
três opções acima?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma simplificação da resposta poderia ser que nenhum gorila da
tecnologia financia o marketing da linguagem. Não há empresas como
Microsoft, Oracle, Sun ou IBM investindo para torná-la popular. Mas,
como disse, seria uma simplificação, pois PHP está aí independentemente
do marketing de grandes corporações. Há uma série de fatores que
poderiam explicar esta falta de popularidade de Python como linguagem
de programação, mas esta discussão seria longa demais para este
momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado os casos de sucesso de Python (e aplicações web
escritas com ela) estão aí para provar que ela é uma das melhores
escolhas para desenvolvedores que buscam robustez e produtividade, com
facilidade de aprendizado, disponibilidade de módulos prontos para
tarefas como conexão a sistemas legados, webservices, tratamento de
imagem, integração com aplicativos de produtividade e com todo tipo de
aplicações que você possa imaginar (o brinquedo já vem com as pilhas no
pacote!).&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Mas por que Python?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Você deve estar se perguntando então “Por que que eu, desenvolvedor
de (coloque aqui sua linguagem favorita), deveria conhecer e utilizar
Python em projetos web?”. Alguns argumentos:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt; é fácil de aprender e muito intuitiva&lt;/li&gt;&lt;li&gt; faz você ser muito produtivo - escreva menos linhas de código e tenha tempo livre para… escrever outras linhas de código &lt;img class="wp-smiley" src="http://webinsider.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=";-)" /&gt; &lt;/li&gt;&lt;li&gt; dificulta que você escreva códigos obscuros, impossíveis de serem mantidos&lt;/li&gt;&lt;li&gt; é multi-plataforma. Desde Mainframes até telefones celulares suportam a linguagem&lt;/li&gt;&lt;li&gt; mais robusta e segura que outras linguagens de script (como PHP)&lt;/li&gt;&lt;li&gt; mesmo sendo robusta e segura, não é tão burocrática quanto C ou Java&lt;/li&gt;&lt;li&gt; tem código aberto&lt;/li&gt;&lt;li&gt; muito importante: você conta com diversas opções para desenvolver suas aplicações&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;h2&gt;Opções? Quais opções?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Python conta hoje com ao menos quatro boas plataformas para
desenvolvimento de aplicações web. Cada uma com suas características,
mod_python, Django, TurboGears e Zope são escolhas seguras para
qualquer desenvolvedor.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.modpython.org/" rel="externo"&gt;Mod_python&lt;/a&gt; é
um projeto mantido pela Apache Foundation para suporte a linguagem
Python como linguagem de script ao servidor Apache (assim como o
mod_php ou o mod_perl)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.djangoproject.com/" rel="externo"&gt;Django&lt;/a&gt; é
um framework de alto nível para desenvolvimento web, que tem como
características a agilidade para o desenvolvimento de aplicações e foco
no pragmatismo (não perca tempo onde não é preciso, não reescreva o
mesmo código diversas vezes)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.turbogears.org/" rel="externo"&gt;TurboGears&lt;/a&gt; é
outro framework que foca, muito, em agilidade no desenvolvimento de
aplicações, utilizando-se de templates e facilidades na implementação
da integração com base de dados relacionais. TurboGears vem ganhando
muitos fãs nos últimos anos, principalmente entre programadores que vêm
de PHP ou ASP.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.zope.org/" rel="externo"&gt;Zope&lt;/a&gt; é, entre estas
opções, a mais conhecida e mais madura. O Zope é um servidor de
aplicações (compare-o a um JBoss ou a um TomCat) que conta com uma base
de dados orientada a objetos e está no mercado há pelo menos 10 anos (8
destes como software livre). Não é o ambiente mais fácil para se
começar a desenvolver, mas com poucas horas de prática você já percebe
a facilidade que ele proporciona. Hoje a aplicação mais conhecida
escrita em Zope é um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) chamado
Plone, que é adotado em portais como IDGNow!, OAB/SP, Câmara dos
Deputados, Portal da Presidência, Dicionário online Veja-Larousse, Free
Software Foundation, entre outros.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;h2&gt;Casos de Python no Brasil&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;São diversos os casos de utilização de Python em portais web no Brasil, citando alguns (divididos por segmento):&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Mídia&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.idgnow.com.br/" rel="externo"&gt;IDGNow!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.vejalarousse.com.br/" rel="externo"&gt;Dicionário Veja Larousse&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.linuxmagazine.com.br/" rel="externo"&gt;Linux Magazine&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;li&gt;Sites institucionais:&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.varig.com.br/" rel="externo"&gt;Varig&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.simplesconsultoria.com.br/" rel="externo"&gt;Simples Consultoria&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.politec.com.br/" rel="externo"&gt;Politec&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;li&gt;Terceiro setor e Organizações:&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.oabsp.org.br/" rel="externo"&gt;OAB/SP&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.unesco.org.br/" rel="externo"&gt;UNESCO&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.sustentavel.org.br/" rel="externo"&gt;Evento Sustentável 2006&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;li&gt;Educação:&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.metodista.br/" rel="externo"&gt;Universidade Metodista de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.moderna.com.br/" rel="externo"&gt;Editora Moderna&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://universidade.caixa.gov.br/ucc" rel="externo"&gt;Universidade Corporativa Caixa&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;li&gt;Comunidades:&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.tchezope.org/" rel="externo"&gt;Comunidade Zope e Plone brasileira&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.oturbogears.org/" rel="externo"&gt;Comunidade de desenvolvedores TurboGears&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.servidorpublico.net/" rel="externo"&gt;Comunidade ServidorPublico.net&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;li&gt;Governo:&lt;/li&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.brasil.gov.br/" rel="externo"&gt;Portal do Governo do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.presidencia.gov.br/" rel="externo"&gt;Presidência da República&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.camara.gov.br/" rel="externo"&gt;Câmara dos Deputados&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.serpro.gov.br/" rel="externo"&gt;SERPRO&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Neste momento, mais importante do que os casos de sucesso é a
demanda que existe por profissionais que conheçam Python. Cidades como
Brasília, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro têm um volume maior de
ofertas de emprego do que profissionais qualificados. Escolher Python,
se qualificar como desenvolvedor Python é neste momento, garantia de
empregabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Aprofunde&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Veja os links abaixo, conheça as opções, desenvolva. Se você dominar o idioma inglês, veja este &lt;a href="http://oodt.jpl.nasa.gov/better-web-app.mov" rel="externo"&gt;vídeo&lt;/a&gt;
(cuidado, são mais de 300Mb) feito pela equipe de desenvolvimento web
do Jet Propulsion Lab da NASA, e por fim, volte a se divertir
escrevendo código para a web.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para saber mais (em português):&lt;br /&gt;
   [1] http://www.pythonbrasil.com.br&lt;br /&gt;
   [2] http://www.tchezope.org&lt;br /&gt;
   [3] http://www.oturbogears.org&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para saber mais (em inglês):&lt;br /&gt;
   [1] http://www.python.org&lt;br /&gt;
   [2] http://www.djangoproject.com/&lt;br /&gt;
   [3] http://www.zope.org&lt;br /&gt;
   [4] http://www.plone.org&lt;br /&gt;
   [5] http://www.turbogears.org&lt;/p&gt;
</description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                    <dc:subject>Python</dc:subject>                    <dc:subject>Webinsider</dc:subject>                    <dc:subject>Desenvolvimento</dc:subject>                <dc:date>2009-07-28T04:16:35Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/gerenciamento-de-conteudo-para-designers">        <title>Gerenciamento de conteúdo para designers</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/gerenciamento-de-conteudo-para-designers</link>        <description>
&lt;p&gt;A produção de sites e portais vive um momento histórico similar
àquele da transição dos métodos artesanais para os industriais. Temos a
tecnologia, ferramentas para a produção rápida de sites, gerenciadores
de conteúdo, mas na rotina diária do profissional de web vemos muito
retrabalho - nas etapas erradas do processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da mesma forma que a linha de montagem e suas peças intercambiáveis
representaram o divisor entre a economia artesanal e a economia
industrial, podemos dizer que a utilização sábia da tecnologia por
webdesigners é fator de diferenciação competitiva hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não estamos falando de saber tratar imagens com Photoshop,
estruturar o site com Dreamweaver ou dominar as técnicas de envio de
arquivos via FTP. Estes são conhecimentos básicos. O diferencial para o
designer, hoje, está no domínio de sistemas de informação para a gestão
do conteúdo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A adoção de um CMS (Content Management System, em português, sistema
de gerenciamento de conteúdo) é agora uma questão meramente de escolha.
O momento é o de comparar as diversas opções de CMS disponíveis e optar
pela solução mais adequada às necessidades do site que será produzido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sistemas de gerenciamento de conteúdo são utilizados há anos por
empresas que trabalham com criação web, mas muitos designers mostravam
aversão a soluções de prateleira, pelos limites que impunham à
liberdade de criação. Preferiam fazer desenvolvimentos específicos para
cada cliente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta aversão tinha como justificativa o fato de que grande parte dos
CMS são desenvolvidos por profissionais de tecnologia e para
profissionais de tecnologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era apenas uma questão de tempo para que as demandas de usuários e
designers fossem ouvidas. Há cerca de quatro anos surgiu a proposta de
criação de um novo CMS que deveria endereçar algumas necessidades:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Facilidade de uso na gestão de conteúdo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Extensibilidade, suporte fácil a novas funcionalidades&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aderência aos padrões de acessibilidade e usabilidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Suporte real a múltiplos idiomas (sites em português, espanhol, chinês, japonês)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não limitar a liberdade de criação dos designers, não impor um layout único.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Assim nascia o &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.plone.org/" rel="externo" target="_blank"&gt;Plone&lt;/a&gt;,
fruto do trabalho conjunto de Alexander Limi, Alan Runyan e Vidar
Andersen. Eles não eram vizinhos, se falavam apenas pela internet e
defendiam o modelo de desenvolvimento open source.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sistemas existentes poderiam ser divididos entre os que poderiam
“montar” qualquer tipo de site, desde que você despendesse horas de
programação para customização, e os que faziam sites no modelo &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.slashdot.org/" rel="externo" target="_blank"&gt;Slashdot&lt;/a&gt;,
praticamente impossíveis de serem customizados. A proposta do Plone era
permitir a criação e customização rápida de sites por profissionais não
familiarizados com programação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao invés de horas de fronte a linhas de código em PHP, Java ou Perl,
a customização do Plone é feita através de arquivos CSS e de um simples
painel de administração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As primeiras versões do Plone não cumpriam inteiramente tais
objetivos. Com o tempo ele se tornou um sistema maduro e já é usado em
sites de diferentes conteúdos e públicos, como &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.serpro.gov.br/" rel="externo" target="_blank"&gt;Serpro&lt;/a&gt;, &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.motu.com/" rel="externo" target="_blank"&gt;Motu&lt;/a&gt;, &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.sohovillage.com/" rel="externo" target="_blank"&gt;SoHo Village&lt;/a&gt;, &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.ibas.com/" rel="externo" target="_blank"&gt;IBAS&lt;/a&gt; e &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.simplesconsultoria.com.br/" rel="externo" target="_blank"&gt;Simples Consultoria&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes sites são bons exemplos de utilização do Plone porque
apresentam design variado, buscam públicos totalmente diversos e estão
em idiomas diferentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos maiores obstáculos para a adoção mais ampla do Plone é a
falta de opções de hospedagem no Brasil. Poucos provedores de solução
oferecem entre seus serviços espaço para sites em Plone, o que deve
mudar em breve, graças à oferta do serviço gratuito de hospedagem em
português pela &lt;a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.objectis.org/" rel="externo" target="_blank"&gt;Objectis&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
Ainda assim, com poucas opções de hospedagem, o Plone é ótima
solução para todos os tipos de profissionais  desde o usuário final
que quer apenas compartilhar seu conhecimento até o desenvolvedor que
busca uma plataforma para desenvolvimento de soluções. Porém é o
designer o maior beneficiado, pois pela primeira vez pode oferecer
soluções completas sem depender tanto de um profissional com
conhecimentos de programação ao seu lado. </description>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>ericof</dc:creator>        <dc:rights>Webinsider</dc:rights>                    <dc:subject>Webinsider</dc:subject>                    <dc:subject>Plone</dc:subject>                <dc:date>2009-07-25T01:12:25Z</dc:date>        <dc:type>Notícia</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.erico.com.br/artigos/tudo-sobre-a-escolha-do-padrao-de-tv-digital">        <title>Tudo sobre a escolha do padrão de TV Digital</title>        <link>http://www.erico.com.br/artigos/tudo-sobre-a-escolha-do-padrao-de-tv-digital</link>        <description>
&lt;div id="parent-fieldname-text" class="plain"&gt;
&lt;p&gt;Com a
declaração do ministro das comunicações, Miro Teixeira, sobre a
possibilidade de termos um padrão brasileiro para TV digital, o país
novamente voltou sua atenção para um mercado que movimentará cerca de
US$ 100 bilhões nos próximos 15 anos. Diversos veículos estão
enfatizando o assunto, mas quase sempre passam a falsa impressão de que
TV digital nada mais é do que uma TV de alta definição (HDTV), melhoria
técnica que possibilita melhor qualidade de som e imagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para muitos, os dois termos são quase sinônimos, sendo que na
verdade a melhor qualidade de vídeo e áudio é apenas uma das
possibilidades abertas pela digitalização das transmissões de TV. Com
ela torna-se possível o envio de um volume maior de informações na
mesma banda (6Mhz) utilizada atualmente pelas emissoras de TV com
transmissão analógica. Onde hoje trafegam 4Mbps de informação, teremos
até 19Mbps, ganhos com a melhor utilização do sinal e com tecnologias
de compressão utilizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este maior volume de informações trafegadas possibilita aplicações
como o datacasting, envio unidirecional de dados, a TV interativa e a
transmissão simultânea de múltiplos canais de SDTV (TV com definição
equivalente as existentes atualmente) por uma mesma emissora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escolha de como esta banda será utilizada é uma definição da
emissora responsável pela programação. Esta flexibilidade permite a uma
mesma emissora utilizar os dois modelos de transmissão conforme a sua
necessidade.(Ex: Um jogo de futebol poderia ser transmitido em três
canais de SDTV, cada um com uma câmera específica. Enquanto a novela
poderia utilizar-se da melhor definição e qualidade da HDTV). &lt;br /&gt;Toda
inovação demora a ter seus conceitos consolidados e a adoção desta
tecnologia é relativamente recente para transmissões de TV aberta e
três padrões competem por este mercado, sendo que um quarto padrão deve
ser definido até o final do ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre eles existem mais similaridades que diferenças, pois todos são
baseados em tecnologias amplamente conhecidas. Para a codificação do
sinal utiliza-se Reed-Solomon, a compressão e transporte de vídeo são
feitos com MPEG-2 e o encoding de áudio costuma ser MPEG-2 ou Dolby
AC-3.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diferenciação entre eles sempre é conseqüência de demandas
específicas dos países de origem. Isso pode ser verificado sabendo um
pouco mais sobre cada padrão:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ATSC (Advanced Television Systems Committee) – Padrão Americano &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Foi desenvolvido com o intuito de suportar transmissões de HTDV.
Utiliza a modulação 8-VSB, ideal para recepção com antenas externas e
em ambientes de pouco ruído impulsivo (Por exemplo, a interferência
gerada por um liquidificador).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A demanda por HDTV pela TV Aberta é uma resposta a perda de fatia de
mercado para os canais veiculados a cabo. Adotado pelos EUA, Canadá,
Coréia do Sul e Taiwan. O ATSC já opera com mais de 500 emissoras e
possui cerca de 4% do mercado norte-americano.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DVB (Digital Vídeo Broadcasting) – Padrão Europeu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Para o desenvolvimento do padrão europeu foi definido que uma das
maiores prioridades seria a recepção do sinal com antenas internas, que
no padrão americano é de péssima qualidade. A solução encontrada foi a
substituição da modulação 8-VSB pela modulação COFDM, que possuía uma
maior robustez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Europa as escolhas feitas privilegiaram a multi-programação,
através da transmissão de múltiplos canais SDTV a fim de comportar a
demanda reprimida por mais emissoras. Além disto outro fator importante
na escolha da multi-programação é a aparente falta de receptividade do
mercado europeu aos aparelhos de telas grandes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além dos países europeus, este padrão foi adotado pela Austrália e por Singapura.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting) – Padrão Japonês&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O Japão, apesar de pesquisar soluções comerciais de HDTV desde a
década de 60, teve o seu padrão homologado apenas em 1999. A demanda
por recepção móvel foi uma das premissas para a criação de um padrão
japonês de transmissão digital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ISDB é uma derivação do padrão DVB europeu, utilizando inclusive a
mesma modulação. As diferenças com relação ao DVB foram respostas à
relativa fragilidade do padrão europeu no quesito recepção móvel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão para entrada em funcionamento das primeiras emissoras de
TV digital no Japão aponta para o primeiro semestre deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Padrão Chinês&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O quarto padrão, ainda em estudos, é financiado pelo governo chinês.
Atualmente 5 modelos estão em testes, mas a probabilidade é que o
sistema a ser adotado seja uma variação do padrão ATSC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;AS OPÇÕES PARA O BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os estudos brasileiros sobre a adoção de um padrão digital de
transmissão terrestre remontam ao início dos anos 90, mas foi em 1998
que ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e SET (Sociedade de
Engenharia de Televisão) iniciaram trabalhos conjuntos para a definição
de qual, entre os padrões, seria o mais adequado ao mercado brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante o processo de escolha foi feito estudo minucioso comparando
os aspectos técnicos dos três padrões e verificando a sua adequação as
necessidades brasileiras. A recomendação técnica foi pela utilização do
padrão ISDB-T, referendou o DVB-T e apontou que o padrão ATSC era o
menos adequado às condições nacionais. Tal resultado reverteu uma
situação que parecia definida, a adoção pela Argentina do padrão ATSC.
Neste momento vários países da América Latina esperam a definição
brasileira a fim de escolherem seus sistemas de TV de próxima geração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A definição do padrão escolhido não se resume a uma questão de
superioridade técnica. Aspectos econômicos e políticos norteiam a
decisão e para o governo brasileiro a negociação de contrapartidas a
serem oferecidas pelos consórcios interessados era ponto vital para a
decisão final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda no governo FHC, uma lista de exigências, que vão desde
capacitação de técnicos brasileiros até a participação nos organismos
responsáveis pela definição das tecnologias adotadas, foi divulgada aos
interessados. As negociações, bem como a decisão definitiva, está em
processo e deve ser finalizada pelo novo ministro das comunicações Miro
Teixeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro o desejo do governo brasileiro de que a escolha do padrão de
TV digital traga como benefícios a implantação no país de uma indústria
de semicondutores e a criação de um pólo exportador de tecnologia. Com
isto o governo planeja melhorar o resultado da balança comercial
brasileira neste segmento, hoje dominado pelas importações. Boa parte
dos US$ 100 bilhões que movimentará a implantação da TV digital no
Brasil deve retornar aos proprietários das tecnologias utilizadas a
título de royalties. Por isto a proposta de desenvolvimento de um
padrão nacional visa diminuir este montante enviado ao exterior através
da adoção de tecnologias desenvolvidas no país. Como conseqüência deste
movimento, o governo espera impulsionar as áreas de pesquisa e
desenvolvimento no país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os opositores da proposta apontam que a escolha de um padrão
brasileiro criaria uma nova reserva de mercado, impossibilitando ganho
de escalar e nos levando a uma situação similar a vivida na escolha do
PAL-M como sistema de transmissão em cores. A argumentação é de que
naquela época, os televisores brasileiros custavam em média 30% mais
que os similares comprados em países vizinhos, pelo fato da falta de
escala gerada pela escolha tecnológica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira vista a análise parece ser correta, pois um país de 57
milhões de aparelhos não possuiria a escala necessária para baratear a
tecnologia e para exportar em pé de igualdade com a Coréia do Sul (que
escolheu o padrão americano), mas a situação merece uma análise mais
detalhada, pois:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A escolha de um padrão nacional não reduzirá drasticamente os
montantes pagos a título de royalties, pois as tecnologias base do
modelo de transmissão digital continuarão presentes. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A escolha de um padrão brasileiro não fecharia as
possibilidades de exportação de tecnologia, deve-se levar em conta que
não estamos mais na década de 70, os aparelhos de TV são modularizados
e os custos dos receptores não são significativos quando comparados aos
outros módulos de um aparelho de TV. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Transmissões em HDTV só apresentam sensível diferença de
qualidade quando assistidas em aparelhos com mais de 29”, de
preferência no formato 16:9 (Aquele mesmo dos cinemas) e que 85% das
vendas de aparelhos nos últimos 6 anos se restringe aos televisores
entre 14” e 20”. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A real razão da não-competitividade do país no quesito
exportações refere-se muito mais a questões tributárias que
tecnológicas. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;As vantagens tecnológicas apresentadas por um ou outro dos padrões
podem ser temporárias e estamos escolhendo o sistema de transmissão de
TV para os próximos 50 anos, portanto a definição deve ser feita com
todo o cuidado, mas sem perder o timing para a mudança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apenas o tempo dirá se o estudo de um padrão brasileiro, patrocinado
pelo ministro Teixeira, vingará como produto comercial ou se tudo não
passa de uma estratégia de adiar a escolha por tempo suficiente para
uma análise mais cautelosa da implementação e operação nos outros
países.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tarefa do ministro, em qualquer dos cenários, é também equacionar
a questão da tributação que hoje diminui a competitividade dos produtos
nacionais no mercado externo, pois não é só a escolha tecnológica que
determinará se o país tem ou não condição para exportar TV digital.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
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